Ser professor não é para qualquer um, é preciso ter bastante paciência: as concepções de crianças e adolescentes acerca do que é ser professor

Dayane Ramos Botelho, Dianês Elizabeth Barbosa de Oliveira, Monique Ramos Rodrigues, Jussara Maria de Carvalho Guimarães

Resumo


O presente artigo apresenta uma discussão sobre as concepções que as crianças e adolescentes possuem acerca do que é “ser professor”, tendo como objetivo identifica-las e fundamenta-las em princípios teóricos. A referida pesquisa compõe atividade do Núcleo de Estudos das Infâncias e Adolescências – NINA. A metodologia utilizada foi de caráter quanti-qualitativa, cujos dados foram obtidos em uma Escola Pública Estadual de Montes Claros-MG e em espaços não escolares. Foram entrevistados um total de quinze crianças com idade de seis anos e nove adolescentes com idades entre quatorze e quinze anos. A pesquisa partiu inicialmente de levantamentos bibliográficos, para posteriormente, haver a aplicação da entrevista. Embasamos teoricamente o estudo em Maria Isabel Cunha (2005); Magrit Froehlich Krueger (2003); Jorge Carlos Felz Ferreira (2003) e Selva Guimarães Fonseca (1997); Evelyn Eisenstein (2005) e Pedro Miguel Lopes de Sousa (2006), a fim de constituir uma base sólida na fundamentação dos dados obtidos. Por meio da pesquisa, concluiu-se que, a interferência de fatores sociais e estímulos do meio, resultam na mudança de pensamento e de julgamento moral de crianças e adolescentes, ou seja, evoluindo da afetividade para a autonomia e consciência crítica.


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